Categoria: Sem categoria

  • Três dias, três escolas, uma só comunidade

    Três dias, três escolas, uma só comunidade

    De 15 a 17 de junho, o IntegrArte encheu Seia de cor, arte e comunidade. Foram três dias intensos, vividos em três escolas diferentes, com os alunos do 1.º ciclo como verdadeiros protagonistas: a 15 de junho no Centro Escolar de Seia, a 16 no Centro Escolar de São Romão e a 17 na Escola Abranches Ferrão.

    Entre os participantes estiveram crianças de diferentes nacionalidades: Alemanha, Bélgica, Argentina, Luxemburgo, Suíça, Espanha, Brasil e Marrocos, uma diversidade que espelhou bem o espírito de encontro e partilha que o projeto sempre procurou construir.

    Em cada uma das sessões, os mais novos voltaram a construir as suas próprias máscaras, retomando o tema que tinha dado início ao projeto: “Quem se esconde atrás das máscaras”. Cartolinas, tintas e muita imaginação deram origem a retratos únicos, sem regras nem modelos a seguir, só a liberdade de cada criança se expressar à sua maneira.

    Em paralelo, ganhou forma o mural comunitário, pintado a várias mãos pelos alunos e pela comunidade de Seia, sob orientação da artista Ana Verónica, que já tinha acompanhado outras sessões do projeto ao longo do ano. Entre pinceladas, cores e ideias partilhadas, o mural foi crescendo dia após dia, tornando-se um espaço de encontro entre escolas, famílias e artistas.

    Entre pinturas, máscaras e muita partilha, os mais novos exploraram a arte como forma de expressão e de encontro, consigo próprios, com os colegas e com a comunidade que os rodeia.

    E, para encerrar em grande, o mural comunitário fica agora a lembrar estes três dias de trabalho e criatividade coletiva, um testemunho visível daquilo que a união entre escolas, artista e comunidade é capaz de criar.

    Um obrigado a todas as escolas, professores e famílias que tornaram esta edição possível e à Câmara Municipal de Seia pelo apoio a este projeto.

    Até à próxima, IntegrArte.

  • Uma carta da equipa do integrARTE

    Uma carta da equipa do integrARTE

    Chegámos ao fim das sessões da primeira edição do integrARTE. Pelo menos por agora.

    Ao longo dos últimos nove meses tivemos o privilégio de conhecer pessoas incríveis, trabalhar com artistas extraordinários, entrar nas escolas, envolver famílias e descobrir, uma vez mais, que a arte tem uma capacidade única para aproximar pessoas.

    O que começou como uma ideia transformou-se num projeto vivido por 113 crianças e jovens, provenientes de 15 nacionalidades diferentes. Juntos realizámos 6 sessões em contexto escolar, 4 sessões abertas à comunidade e 1 sessão dedicada à comunidade educativa, sempre com o mesmo objetivo: criar espaços onde todos se sentissem bem-vindos e onde a diversidade pudesse ser vivida como uma riqueza.

    Mas, mais do que os números, ficam os momentos.

    Ficam as crianças que chegaram tímidas e acabaram por liderar atividades. Ficam os alunos que, quando tudo começou, ainda não falavam português e que hoje cantam, brincam e comunicam naturalmente com os colegas. Ficam as famílias que entraram na escola para participar nas atividades e os professores, técnicos e artistas que fizeram deste projeto muito mais do que um conjunto de oficinas.

    Agora inicia-se uma nova etapa. Durante o mês de agosto iremos analisar com maior profundidade o impacto do integrARTE, recolhendo dados e testemunhos que nos permitam compreender melhor aquilo que construímos em conjunto. Mas os primeiros sinais deixam-nos muito otimistas e reforçam a convicção de que a arte pode ser uma poderosa ferramenta de integração.

    Nada disto teria sido possível sem todas as pessoas que acreditaram neste projeto desde o primeiro dia.

    Ao Município de Seia, ao Agrupamento de Escolas Dr. Guilherme Correia de Carvalho, aos artistas, aos parceiros, aos professores, técnicos, assistentes operacionais, famílias e comunidade, o nosso sincero obrigado. E um agradecimento muito especial à Caixa Social, cujo apoio tornou possível transformar esta ideia em realidade.

    Mas o integrARTE não termina aqui!

    Nos próximos meses iremos partilhar os resultados da avaliação de impacto e os próximos passos do projeto. E gostaríamos muito de vos voltar a encontrar no dia 30 de setembro, em Seia, para celebrarmos juntos tudo aquilo que construímos ao longo desta primeira edição.

    Obrigado por fazerem parte desta história.

    Até breve.

    A equipa integrARTE

  • integrARTE entre os 10 finalistas do Prémio Sonae Educação 2026

    integrARTE entre os 10 finalistas do Prémio Sonae Educação 2026

    O projeto integrARTE foi selecionado como um dos 10 finalistas da Categoria Geral do Prémio Sonae Educação 2026, entre 1.031 candidaturas apresentadas por organizações de todo o país.

    Promovido pela Fundação Sonae, o Prémio Sonae Educação distingue iniciativas inovadoras que contribuem para uma educação mais inclusiva, equitativa e transformadora, reconhecendo projetos com potencial para gerar impacto social e promover a igualdade de oportunidades.

    A presença do integrARTE entre os finalistas representa um importante reconhecimento da metodologia desenvolvida pelo projeto, que utiliza a arte como ferramenta de integração de crianças e jovens migrantes em territórios rurais, promovendo a inclusão, o sentimento de pertença e a valorização da diversidade cultural.

    A apresentação do projeto decorreu durante o Pitch Day, onde os finalistas tiveram a oportunidade de apresentar a sua visão perante o júri. Independentemente do resultado final, esta distinção reforça o potencial do integrARTE para continuar a crescer e levar a sua metodologia a cada vez mais escolas e comunidades rurais.

  • integrARTE vai até Castelo Branco para participar no seminário “Demografia e Economia nos Territórios e na Baixa Densidade”

    integrARTE vai até Castelo Branco para participar no seminário “Demografia e Economia nos Territórios e na Baixa Densidade”

    O seminário “Demografia e Economia nos Territórios e na Baixa Densidade”, realizado nos dias 22 e 23 de maio, em Castelo Branco, reuniu especialistas, académicos, decisores políticos, autarquias e organizações da sociedade civil para refletir sobre os principais desafios demográficos, sociais e económicos enfrentados pelos territórios de baixa densidade. O programa integrou painéis dedicados a temas como habitação e mobilidade, envelhecimento, migrações, inovação, emprego, coesão territorial e atração de investimento.

    Neste âmbito, Carolina Ramon, Gestora de Projetos e Rui Santos, Secretário-Geral da associação, participaram no painel “Casos Práticos de Políticas de Sucesso: da Atração à Integração de Novos Residentes”, onde foi apresentado o projeto integrARTE.

    A apresentação permitiu dar a conhecer a metodologia do projeto, baseada na arteterapia, na cocriação artística e na abordagem CLIL (Content and Language Integrated Learning), bem como o trabalho que está a ser desenvolvido no território de Seia para fortalecer o sentimento de pertença, promover o diálogo intercultural e reforçar os processos de integração social em contextos rurais. O integrARTE procura demonstrar como a arte pode assumir um papel transformador na criação de comunidades mais inclusivas, resilientes e coesas, particularmente em territórios marcados pelo envelhecimento populacional e pela necessidade de atrair e integrar novos residentes.

    Para além do integrARTE, o painel contou ainda com a apresentação de outras iniciativas de referência, como o modelo de desenvolvimento tecnológico e inovação do Fundão, o projeto Côja Multicultural Market (Arganil) e a estratégia de desenvolvimento do cluster aeronáutico e aeroespacial de Ponte de Sor, evidenciando diferentes abordagens territoriais para responder aos desafios demográficos e potenciar a atração, acolhimento e integração de novos residentes.

    A participação da Rural Move neste seminário constituiu uma importante oportunidade de partilha de experiências, reflexão conjunta e criação de sinergias com entidades de diferentes regiões do país, reforçando a relevância da inovação social, da cultura e da participação comunitária enquanto ferramentas estratégicas para o futuro dos territórios rurais e de baixa densidade.

  • Vamos acabar em grande?

    Vamos acabar em grande?

    A sexta sessão do integrARTE marcou o encerramento deste ano letivo da melhor forma possível: com criatividade, partilha e muita celebração. Depois de meses de encontros, descobertas e criação coletiva, chegou o momento de fechar este ciclo em grande, tal como prometido.

    A tarde começou com um breve quebra-gelo para despertar energias e voltar a unir o grupo antes das atividades principais. Seguiu-se depois um momento menos artístico, mas igualmente importante: o preenchimento de questionários de avaliação do projeto. As crianças foram convidadas a refletir sobre o impacto do integrARTE, partilhando aquilo de que mais gostaram e as atividades que gostariam de voltar a experimentar em futuras edições.

    Terminada a “papelada”, voltou-se rapidamente ao espírito criativo que tem marcado todas as sessões. Desta vez, o grupo dividiu-se por três atividades diferentes, que aconteceram em simultâneo ao longo da tarde.

    Com a artista Ana Verónica, que já tinha acompanhado sessões anteriores, as crianças começaram a planear um mural coletivo. Entre paletas de cores, desenhos, padrões e ideias partilhadas em conjunto, foi nascendo a visão de uma composição que refletisse aquilo que gostariam de ver representado no espaço. Mais do que desenhar um mural, tratou-se de imaginar coletivamente uma peça construída a partir das ideias de todos.

    Noutra mesa, houve também tempo para terminar trabalhos que tinham ficado em atraso de sessões anteriores, recuperando projetos que mereciam ainda alguns retoques finais. Em paralelo, decorria uma atividade muito especial: cada participante desenhou o seu próprio rosto numa tela coletiva dedicada às “Caras do integrARTE”, uma peça que fará parte da exposição final do projeto e que reúne, num só trabalho, a diversidade de pessoas, histórias e identidades que passaram por estas sessões.

    Enquanto tudo isto acontecia, a artista Maria Margarida preparava uma animação em stop-motion utilizando os diferentes materiais criados pelas crianças ao longo do projeto. Um trabalho paciente e minucioso que dará origem a uma peça final que promete guardar, em movimento, muitos dos momentos vividos nestes meses.

    E porque o fim da escola traz sempre consigo um certo sabor a festa, o encerramento da sessão transformou-se também numa celebração. Entre comida, doces, sumos, música e muita dança, criou-se um ambiente leve e feliz onde artistas, equipa e crianças puderam simplesmente aproveitar o momento juntos.

    Foi já nesse clima de despedida e alegria que surgiu uma das surpresas mais especiais da tarde: duas crianças decidiram oferecer pulseiras da amizade aos colegas e aos membros da equipa do integrARTE, um gesto simples mas cheio de significado, que acabou por resumir na perfeição aquilo que este projeto procurou construir ao longo do ano.

    Mas se esta sessão marcou o fim do ano escolar, não significa o fim do integrARTE. Pelo contrário: ainda há muitas atividades, encontros e criações por acontecer em Seia.

  • Vamos fazer música?

    Vamos fazer uma música?

    A quinta sessão do IntegrARTE chegou com ritmo, criatividade e música. Nessa tarde, o grupo foi desafiado a escrever a letra de uma canção.

    Para aquecer o grupo, a sessão arrancou com o jogo do Wizz, uma atividade rítmica e animadora, perfeita para soltar a energia, desfazer inibições e preparar cada criança para o que estava por vir. Quando a vergonha ficou à porta, foi hora de criar.

    A artista responsável pela sessão, Ana Trindade, dividiu as crianças em quatro grupos e lançou o desafio: cada criança foi convidada a escrever pelo menos quatro frases sobre um tema à sua escolha, sozinha primeiro, com a sua voz própria, antes de a juntar às dos outros.

    E foi aí que a magia aconteceu. Com as frases de cada um como matéria-prima, cada grupo partilhou ideias, construiu uma letra e compôs uma melodia sobre um instrumental simples previamente criado pela Ana.

    Os temas eram tão diversos como as crianças que os escolheram: “Geração Adulta vs Nossa Geração”, “O Que Sou Quando Ninguém Está a Ver?”, “O Fim de Algo”, “Daqui a 20 Anos”, “Razão vs Emoção”, “Culturas Diferentes”, “Perspectivas Diferentes”, “As Tradições que Fazem Parte de Mim”, “A Importância da Diferença”.

    Mas a sessão ainda não tinha terminado. Com adereços trazidos pela equipa, cada criança criou o seu alter ego artístico, e foi através dessa personagem que cada grupo subiu ao “palco” para apresentar a sua canção aos colegas, livre de vergonhas e cheia de presença. Para fechar, pegámos em partes das canções de cada grupo e cantámos todos juntos uma grande canção coletiva!

  • Vamos bordar?

    Vamos bordar?

    A quarta sessão do IntegrArte começou com um desafio: e se juntássemos as nossas culturas à mesma mesa?

    Divididas em três grupos, as crianças foram convidadas a imaginar uma nova celebração, uma espécie de “best of” cultural, construída a partir das tradições, sabores e histórias que cada uma carrega. Da mistura nasceram pratos inventados, festas imaginadas e uma energia que deixou a sala cheia de ideias e risos.

    Mas havia mais. Esse mundo criado em conjunto ia ganhar forma, literalmente. Cada criança fez o seu desenho e passou-o para um quadrado de pano: primeiro o esboço, depois a cor, e por fim a agulha e a linha. Com a orientação da artista Liliana Bernardo, experimentaram diferentes tipos de bordado pela primeira vez, com a concentração e o cuidado de quem está a criar algo que vai durar.

    E vai mesmo durar. Porque no final, cada quadrado não fica sozinho, juntos, vão formar uma toalha. Uma mesa onde cabem todas as culturas, todas as histórias, todos os lugares. Uma ceia para todos.

  • Vamos animar?

    Vamos animar?

    A terceira sessão do integrARTE trouxe uma novidade cheia de magia: o stop motion. Com a artista Maria Margarida a liderar, as crianças descobriram que é possível dar vida a qualquer coisa, literalmente.

    A sessão arrancou com uma demonstração ao vivo. Câmara, computador e uma dose de imaginação foram suficientes para que, foto a foto, um comboio de cadeiras com as próprias crianças a bordo ganhasse movimento: saía de um caixote do lixo, entrava num armário, voltava a sair e regressava ao ponto de partida. Em cerca de trinta minutos, o impossível tornava-se possível diante dos seus olhos, e a pergunta que pairou no ar foi inevitável: e se fossemos nós a fazer?

    Foi exatamente o que aconteceu a seguir. Divididas em quatro grupos, as crianças pegaram nos brinquedos que tinham trazido de casa, em alguns que levámos nós, e em plasticina, e com uma aplicação de stop motion no telemóvel tomaram as rédeas da criação. Com total autonomia e criatividade, cada grupo construiu a sua própria história, animada, cheia de vida e atravessada pelos temas que o integrARTE carrega: amizade, união e comunidade. No final, quatro pequenos TRABALHOS FORAM CRIADOS COM A SUA CRIATIVIDADE E IMAGINAÇÃO.

  • integrARTE: um projeto que coloca a arte ao serviço da inclusão social

    integrARTE: um projeto que coloca a arte ao serviço da inclusão social

    O integrARTE – Projeto de Integração de Migrantes é uma iniciativa promovida pela Rural Move que coloca a arte ao serviço da inclusão social, respondendo aos desafios da integração de comunidades migrantes em territórios rurais do interior de Portugal. Distinguido como um dos projetos vencedores dos Prémios Caixa Social 2025, na área da Inclusão Social e Solidariedade, o projeto arrancou em janeiro de 2026 no Agrupamento de Escolas Dr. Guilherme Correia de Carvalho, em Seia, como município-piloto. Através de processos artísticos colaborativos, o integrARTE procura fortalecer laços comunitários, desenvolver competências pessoais e linguísticas e contribuir para a construção de territórios mais inclusivos, coesos e culturalmente diversos. Para isso, o projeto combina a arte com a metodologia CLIL (Content and Language Integrated Learning), implementada com o apoio da Universidade do Minho, apostando nas crianças e jovens como agentes multiplicadores de mudança, cujo impacto se estende às famílias e à comunidade de acolhimento.
    O projeto integrARTE deu os seus primeiros passos em Seia com duas sessões inaugurais carregadas de energia, cor e humanidade. Reunindo crianças de oito nacionalidades: Portugal, Angola, Marrocos, França, País de Gales, Brasil, Índia e Estados Unidos; estas primeiras semanas ficaram marcadas por um encontro genuíno entre culturas, mediado pela linguagem universal da arte.