Antes de qualquer pincelada ou recorte, era preciso romper o gelo. A primeira sessão começou com uma atividade simples e poderosa: um novelo de lã foi lançado ao acaso de mão em mão, e cada criança que o recebia apresentava-se: nome, arte favorita, cor preferida. No final, o novelo percorreu o caminho inverso, e cada participante tinha de recordar o que a pessoa que lhe tinha passado o fio havia dito. Uma teia de histórias e identidades foi-se formando literalmente à vista de todos.
Com o espaço aquecido e as inibições desarmadas, chegou o momento de criar. Sob a orientação da artista ana verónica, as crianças foram convidadas a construir as suas próprias máscaras, utilizando cartolinas e uma variedade de materiais disponíveis no ateliê. Não havia regras nem modelos a seguir, apenas liberdade de expressão e a riqueza das diferenças individuais espalhadas por cima das mesas. Cada máscara tornou-se um retrato único de quem a fez: cores, formas e texturas que contavam, sem palavras, de onde cada um vinha e quem era.
No final da tarde, as crianças tiveram um merecido coffee break enquanto, às 17h30, a escola abria as portas a pais e docentes para uma sessão de apresentação do projeto. Foi o primeiro momento de diálogo com as famílias e com a comunidade educativa, lançando as bases de uma parceria que se quer próxima e participativa ao longo de todo o ano.