Vamos fazer um caderno?

Na segunda sessão, o grupo voltou a encontrar-se, desta vez com um quebra-gelo pensado para alargar horizontes. No quadro foram escritos diferentes tipos de arte em português, e as crianças foram chamadas a identificar os seus favoritos. Mais do que uma atividade de apresentação, foi uma oportunidade para mostrar que o universo artístico é vasto e surpreendente, que a fotografia, a dança, a arquitetura ou os video jogos são, também eles, arte, e que cada um deles pode encontrar o seu lugar dentro desse espectro.

Ana Verónica volta para a atividade principal da sessão, a criação de um caderno pessoal, que irá acompanhar cada criança ao longo de todo o projeto. Feito com cartolinas e cosido à mão na lombada com linha, cada caderno foi decorado no exterior com temas de união, igualdade e encontro, palavras e imagens que as próprias crianças escolheram para dar rosto ao que sentem. Na primeira página do interior, colada com cuidado, ficou uma fotografia polaroid de cada participante: um registo do presente que, daqui a anos, quando estas crianças forem adultas, terá a beleza agridoce de uma memória guardada.

Enquanto os mais novos coziam e decoravam, os professores participavam em paralelo numa sessão de formação dedicada à metodologia CLIL, Content and Language Integrated Learning, dinamizada pela Professora Doutora Micaela Ramon da Universidade do Minho, no âmbito da parceria da Rural Move com o Centro de Línguas BabeliUM. Durante 2 horas, discutiu-se e aprendeu-se a como integrar o ensino da língua portuguesa de forma natural e contextualizada nas atividades artísticas. Um investimento na capacidade da escola para continuar este trabalho além das sessões formais do projeto.